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Ensino em Geografia - Iniciação à Prática Profissional I

Planificações de Aula; A Eurásia

23.04.22 | Patrícia Anjos

Olá a todos!

Espero que tenham tido uma boa Páscoa e umas boas férias!

Volto esta semana, para continuar a partilhar este meu percurso no mestrado de ensino em Geografia.

Nesta sessão de segunda-feira de IPP1, o professor Sérgio Claudino começou por nos entregar uma planificação de aula, feita pelos nossos colegas em aulas anteriores. Esta planificação concentra-se no tema: Meio Natural, subtema: Relevo, destinado a uma turma do 7º ano, com a duração de 90 minutos. O objetivo geral presente nesta planificação foca-se em compreender as principais formas de relevo. O tratamento desta e de outras planificações tem sido efetuado também nas últimas sessões de IPP1, mas devido à especificidade de cada uma, tem sido um processo de análise mais demorado.

Começámos a comentar esta planificação através de cada um dos pontos presentes na mesma, onde o professor efetua algumas retificações a esta, em termos das questões que devem ser colocadas aos alunos, assim como os objetivos que devem ficar retidos por estes no fim desta aula.

No meio da visualização desta planificação surge a dúvida: O que são continentes? Qual a diferença entre continente e ilha?  

Não há uma resposta certa, uma resposta definitiva, mas há vários conceitos que chegam próximo ao que poderá ser a definição e a diferença certa, como, por exemplo:

  • Qualquer porção de terra cercada de água maior que a Austrália é considerada um continente, e qualquer porção de terra cercada de água menor que a Gronelândia é uma ilha;

ou

  • Post 9_1.png

 Fonte: https://pt.sawakinome.com/articles/geography/difference-between-island-and-continent-3.html 

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 Fonte: Manual do 7º ano - Check In 7

 

Resposta de colegas:

  • Coletivo de países;
  • Grande extensão (à escala mundial) de terra rodeada por mar.

Ficou também, consequentemente, a questão: A Europa é um continente, mas não é todo rodeado por água, por isso como é considerado um continente?

Como todos sabemos, a Europa é conhecida como um continente, mas tecnicamente devia ser apenas uma grande península localizada a oeste da Eurásia. A Eurásia devia ainda de existir, pois, não faz sentido a Europa e a Ásia estarem "separados". O que classifica os continentes como dois distintos, são apenas aspetos culturais e históricos. O continente europeu é muito dividido em termos políticos, visto que são 48 países, independentes, presentes no interior do mesmo. Este encontra-se, maioritariamente, no hemisfério norte, sendo que grande parte dos países localizam-se na parte oriental.

A divisão da Eurásia foi, sem efeito, feita através dos Montes Urais. Foi no início do século XVIII, através do geógrafo russo Vasyli, a mando de Pedro, o Grande.

Pedro, o Grande, foi um ‘czar’ russo (1672 – 1725), filho do ‘czar’ Aleksei I e da imperatriz Natália Narichkina.

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 Fonte: Aula Zen

Em 1697, o ‘czar’ decidiu partir numa viagem por Holanda, Inglaterra e Áustria, de modo a estudar os costumes e os sistemas políticos da Europa. Depois desta viagem, que teve a duração de mais de um ano, Pedro, o Grande, decidiu modificar toda a estrutura do estado e do exército russo. Fundou ainda o primeiro jornal, reformulou o ensino, submeteu a igreja ao estado e mudou o início do calendário de 1 de setembro para 1 de janeiro. Percebeu ainda que havia a necessidade de uma ligação entre a Rússia e a Europa Ocidental, vendo uma oportunidade através da abertura de um porto no mar Báltico. Foi ainda Pedro, o Grande, em 1703, que deu início à construção da nova capital São Petersburgo, ligando-a por canais, a Moscovo.

Voltando à planificação em questão, o professor acrescentou ainda uns reparos que o grupo poderia fazer de modo a melhorar a mesma.

Passámos depois à planificação pertencente ao meu grupo, referente à População e Povoamento, no entanto, ficámos no início da mesma, pois a aula já estava a chegar ao fim. Na próxima sessão, falarei melhor sobre ela.

Por fim, mas não menos importante, o sumário da aula:

  • O Continente Euroasiático ou a divisão geopolítica de Pedro O Grande sobre a Europa e a Ásia;
  • Comentário a planificações de aula: valorizar o rigor científico (ex: principais formas de relevo) e não colocar “momento expositivo do professor”.

Orçamento do Estado - Educação - Mais professores?

14.04.22 | Patrícia Anjos

Olá a todos, e desde já, uma boa Páscoa a todos!!

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Com as férias da Páscoa, só terei aula de IPP1 na próxima semana, por isso esta semana, trago-vos uma notícia da CNN Portugal sobre a verba destinada para a Educação no Orçamento de Estado. Este Orçamento de Estado apresenta uma subida de quase 10% face ao ano passado, relativamente ao dinheiro destinado a este setor.

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Prevê-se uma verba de 7,7 mil milhões de euros, impulsionada em certa parte pelos fundos europeus, que aumentaram de 553 para 900 milhões de euros. 

Grande parte deste dinheiro, vai para as autarquias, pois com o processo de descentralização de dia 1 de abril, estas passaram a ter várias responsabilidades na área da educação, nomeadamente a gestão dos trabalhadores não docentes e a contratação de serviços externos essenciais.

Um dos investimentos será a aquisição de mais de 600 000 computadores portáteis, tanto para os alunos como para os professores. Pretende-se ainda criar laboratórios de educação digital, produzidos e disponibilizados recursos digitais, tentando ainda dinamizar a sustentabilidade energética das escolas.

Devido à emergência em encontrar professores, existe uma alteração no regime de recrutamento, onde se tentará reduzir a mobilidade entre escolas, o desenvolvimento de um modelo de formação de professores coerente com as necessidades e a criação de incentivos à carreira docente.

O Plano de Recuperação de Aprendizagens, já apresentado o ano passado, aparece também este ano, visa promover a recuperação das aprendizagens dos alunos mais afetados pelo impacto da pandemia na escola. O plano é um investimento de 900 milhões de euros, onde se tentará reforçar recursos humanos, como também apostar em novos recursos digitais e infraestruturas.

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Será ainda feito um investimento ao nível do ensino profissional, onde serão instalados 356 centros tecnológicos especializados, modernizando a oferta e a tecnologia dos estabelecimentos de ensino profissional.

Deixo em baixo o link da notícia, para que, se quiserem, a possam explorar mais.

Obrigada por continuarem deste lado e até à próxima!!

 

https://cnnportugal.iol.pt/orcamento-do-estado/oe/havera-mais-professores-as-escolas-vao-ter-mais-dinheiro-cinco-respostas-sobre-o-orcamento-da-educacao/20220414/6256fff50cf2ea4f0a44885d

Notícias - Falta de professores, concursos, necessidade de reforços

05.04.22 | Patrícia Anjos

Olá a todos!

Hoje venho falar com vocês, não sobre a sessão de IPP1 mas sim sobre umas notícias referentes à falta de professores. A sessão de IPP1 desta semana não se realizou pois o professor Sérgio Claudino teve um compromisso que não podia faltar.

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Sendo assim vou falar-vos sobre duas notícias que visualizei nos últimos dias e que achei interessantes:

"Fenprof considera que escolas “precisam urgentemente de reforços" financeiros e humanos"(https://cnnportugal.iol.pt/educacao/professores/fenprof-considera-que-escolas-precisam-urgentemente-de-reforcos-financeiros-e-humanos/20220326/623f5c710cf2c7ea0f21c2b7)

Segundo a Fenprof (Federação Nacional dos Professores), as escolas necessitam, com urgência, de um reforço de recursos tanto financeiros como humanos. Este foi um dos pontos mais comentados na reunião do conselho nacional, sendo um dos problemas que o novo Ministro da Educação tem de combater nos próximos anos que se avizinham.

A vantagem deste novo Ministro, João Costa, é o facto de já estar neste ministério há cerca de 6 anos, o que já lhe permitiu conhecer quais os problemas que se encontram "em cima da mesa".

O que está por detrás desta falta de recuros é o subfinanciamento que a educação enfrenta, que tem sido resolvido, ou pelos menos tentado, através dos fundos europeus e da municipalização.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof admite que o desafio da falta de professores, está camuflado com a contratação de pessoas que não são habilitadas para a docência em questão. Pretende-se que a atratividade pela profissão seja aumentada, através da valorização das carreiras, do combate à precariedade, da melhoria das condições de trabalho e do rejuvenescimento do corpo docente. Dado o número de jovens nos cursos para o ensino, e o número de professores na idade da aposentação, iremos em breve, presenciar uma grande falta de professores. 

Nesta reunião, a Fenprof organizou ainda uma petição com mais de 20 000 assinaturas para ser entregue na tomada de posse da Assembleia da República onde são exigidas soluções para as carreiras e o aumento da atratividade da profissão. 

Fenprof diz que concurso de professores tem poucas vagas e prolonga precariedade (https://cnnportugal.iol.pt/geral/fenprof-diz-que-concurso-de-professores-tem-poucas-vagas-e-prolonga-precariedade/20220329/6242f4170cf21847f0b43339

 

Recentemente, a Fenprof acusou o Ministério da Educação de prolongar a precariedade dos professores, abrindo um concurso para o próximo ano letivo com poucas vagas para as necessidades reais das escolas. Neste momento, são necessários mais de 9 000 profissionais, no entanto, o número de vagas a concurso são apenas 3 250, perfazendo um terço dos professores necessários. Realçando que das 3 250 vagas, apenas 529 são para novas vinculação, para além de que mais de 4 000 docentes com mais 15 anos de serviço, ficaram de fora da vinculação no concurso anterior.

É necessário que haja uma mudança e uma reestruturação na carreira docente.

Hoje deixo-vos só estas duas pequenas notícias para que possam refletir um pouco sobre a debilitação que Portugal está a vivenciar relativamente à falta de professores, em todo o país.

Volto aqui para falar com vocês logo depois da Páscoa!

Até já!!