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Ensino em Geografia - Iniciação à Prática Profissional I

Continuação da Planificação das Aulas - Geografia

29.03.22 | Patrícia Anjos

Olá olá a todos e a todas novamente!!

Hoje, venho falar-vos do estágio e das planificações de aulas, o que andamos a fazer nestas sessões de IPP1. 

Relativamente ao estágio, tenho novidades para vos dar. Na passada sexta-feira (25 de março), fui novamente à Escola Secundária Rainha Dona Leonor assistir a mais uma aula do 11º ano. Esta aula teve a duração de 90 minutos e a matéria lecionada baseou-se na como a população se movimenta e comunica, e na diversidade dos modos de transporte. No geral, gostei muito de assistir a esta aula, os alunos gostam de participar, gostam de pequenos debates, de curiosidades, de imagens que expliquem o que é explorado, etc. Um ponto desfavorável é o facto dos alunos se desconcentrarem sempre que a professora faz silêncio por pouco tempo que seja, descontrolando um pouco a aula. Esta aula foi maioritamente expositiva, o que não nos permitiu assistir a uma maior dinâmica, mas penso que a matéria também não deu oportunidade para isso, mas espero que daqui para a frente venha a ter experiências diferentes.

Na próxima quarta e sexta-feira irei assistir a mais aulas, desta vez também ao ensino básico, ao 7º ano. Vamos ver como vai ser a experiência com alunos mais novos! Não se preocupem que depois apareço aqui para vos contar tudo!!

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A presente sessão iniciou-se com algumas dúvidas levantadas por alguns dos alunos, relativamente à quantidade de aulas a dar no estágio, e se estas mesmas têm de ser seguidas, se têm de ser consecutivas, ao qual o professor Sérgio respondeu que não. Ou seja, podemos dar uma aula numa semana e só dar a outra na semana seguinte, por exemplo.

Passámos depois à análise das diversas planificações de aula elaboradas pelos vários grupos, planificação esta já iniciada na sessão anterior. Começámos pela análise da planificação de uma aula de um 9º ano:

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O professor pediu a opinião aos alunos da fila da frente da sala de aula sobre a presente planificação, tanto em termos da duração, dos conteúdos e das atividades planeadas. Os pontos positivos e negativos encontrados pelo professor e por todos os alunos baseiam-se em:

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Uma substituição que poderia ser efetuada era quando planeiam uma “visualização de um vídeo”, ser “exploração/interpretação de um vídeo”, porque visualização é o que efetuamos habitualmente em casa, e exploração é a visualização com apontamentos sobre o mesmo, onde há uma maior atenção a este por parte dos alunos e onde há um esclarecimento de dúvidas. Nesta parte, poderia haver um pedido do professor aos alunos, para estes realizarem apontamentos sobre várias partes do vídeo, pois só assim eles poderão estar atentos e a compreenderem o assunto.

O professor salientou ainda, qual a vantagem de dar uma pergunta antes da visualização de um vídeo? Prende a atenção dos alunos. Tem de haver uma atividade de registo, nem que seja para eles apontarem algo no caderno. É também importante os alunos irem acompanhando o que vai sendo projetado, através do manual.

Passámos depois para a segunda planificação de aula. Esta é destinada a alunos de 7º ano:

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Nesta planificação, o professor quis salientar a importância do quadro na organização da aula e na estimulação de apontamentos por parte dos alunos, sendo que, por exemplo, quando se fala em definições/conceitos, estes devem ser escritos no quadro para uma maior retenção dos mesmos por parte dos alunos. Um aparte que o professor salientou é que devemos retirar o professor da planificação, pois transmite uma sensação de aula centrada nele.

A terceira planificação, correspondeu também ao 7º ano:

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Um ponto que o professor salientou foi o facto, de dado a matéria desta planificação, podia-se acrescentar nos objetivos específicos: “Motivar os alunos para a utilização da escala”, aparecendo depois a pergunta “Qual é a função de uma escala num mapa?”, estimulando a curiosidade dos alunos. Esta pergunta poderia ainda ser escrita no quadro, fortalecendo a necessidade de compreenderem a função da escala.

A 4ª e última planificação apresentada nesta aula diz respeito ao 8º ano:

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Em termos de tempo, esta planificação não seria fácil de acontecer tal como está, devido ao tema em si que é e devido ao tempo que se tem disponível.

Por último, o professor salientou o conceito de “Aula Invertida”. Antes da aula lança-se uma atividade ou um tema, colocando os alunos a pesquisarem e, depois da aula propriamente dita, há uma discussão sobre os resultados obtidos através da pesquisa dos alunos. Aqui o professor não dá a matéria em si, apenas diz aos alunos o que fazerem e com que recursos podem trabalhar para efetuarem essa pesquisa com sucesso.  

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Por fim, mas não menos importante, o sumário:

  • Planificação de aula;
  • A importância do registo de informação por parte dos alunos;
  • Através da planificação deve-se perceber o que vai ser efetuado na aula.

Planificação de Aulas - Geografia

23.03.22 | Patrícia Anjos

Olá a todos e a todas!!

Volto novamente para falar um bocadinho sobre este meu percurso no mestrado, e principalmente na unidade curricular de Iniciação à Prática Profissional I.

Neste post, falarei sobre um pouco do que falei no último post, referente às perguntas dirigidas à turma e/ou aos alunos, e depois passarei, tal como está no título deste post, para a exemplificação de uma planificação de aula de geografia.

Quando as perguntas são dirigidas aos alunos, estas devem ser abertas ou fechadas?

Geralmente, as perguntas devem ser abertas, sendo que as devemos fechar mais, se repararmos que os alunos não respondem. Por exemplo, se o assunto em causa for sobre a distribuição da população em Portugal, uma pergunta aberta poderia ser:

"Porque existem mais pessoas no litoral do que no interior?" ou "Como se distribui a população de Portugal?". Se com estas perguntas mais simples e mais abertas não obtivermos respostas, temos então de fechar mais a pergunta para aumentarmos a probabilidade de recebermos respostas, como, por exemplo:

"Há mais pessoas no litoral ou no interior?" ou "Existem mais oportunidades de emprego no litoral ou no interior?".

Encerrando o assunto das perguntas dirigidas na aula, passamos a outro assunto igualmente importante para nós, que estamos agora a começar a entrar nesta profissão de professores, o como "arrancar" a aula. No arranque da aula, é necessário criar um ambiente de trabalho, onde dirigimos a pergunta central da aula a todos os alunos. Isto faz com que haja a vantagem de que algum aluno responda, e depois, então, começamos a integrar os outros alunos e começamos a desenvolver a matéria em questão.

Ainda em volta das perguntas dirigidas na aula, esta deve ser escrita no quadro, com destaque como se fosse um título, escrita numa zona central. Se houver alguma imagem complementar a essa questão, esta deve ficar imediatamente abaixo da questão. Do lado esquerdo do quadro, ficam os registos principais que queremos que os alunos retenham, enquanto do lado direito, ficam os esquemas/imagens que são para apagar. 

Há que salientar que estes pontos que referi acima neste post, não são obrigatórios e não tem de ser sempre assim, no entanto, é o mais aconselhável e é o que resulta melhor em termos de concentração e fixação da matéria por parte dos alunos.

A seguir, passámos para uma parte mais prática da aula, onde o professor Sérgio, forneceu a cada um dos alunos, um exemplo de uma planificação de aula, em branco, mostrando logo de seguida essa mesma preenchida.

Em baixo, é possível visualizarmos a tabela da planificação em branco:

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Começando pela primeira coluna, os objetivos, estes são destinados/concretizados para os alunos. Há objetivos gerais e objetivos específicos. Os objetivos gerais são formulados sobre algo geral e/ou abrangente. Normalmente, estes iniciam-se com os verbos "compreender" ou até mesmo "conhecer", sendo o primeiro o mais favorável. Um exemplo de um objetivo geral é: "Compreender o conhecimento". Por outro lado, os objetivos específicos são desenvolvidos a partir do(s) objetivos(s) geral(s), sendo estes relativos a uma ação mais concreta, como, por exemplo: "Explicitar o conceito de densidade populacional", em vez de ser apenas "Explicitar um conceito". Neste caso, é possível recorrer-se a uma maior variedade de verbos. Estes não devem ser uma repetição dos termos usados na descrição dos conteúdos (2ª coluna).

Na coluna seguinte é possível encontrarmos os conteúdos. Estes derivam dos programas curriculares em vigor no momento.

Na 3.ª coluna, temos as ações estratégicas. Estas correspondem com as aprendizagens essenciais. As ações estratégicas são as atividades que o professor vai solicitando nas aulas, de modo a desenvolver o conteúdo lecionado. Isto serve para haver um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos, para que os alunos fiquem mais motivados, que se desenvolva um significado do conhecimento através da ligação da matéria com o quotidiano do aluno, de modo que este possa associar a(s) matéria(s) em questão ao seu dia a dia. 

Em termos dos recursos, podemos utilizar:

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Para além do manual e do quadro, o projetor é um dos recursos mais essenciais, pois através dele é possível mostrar aos alunos o próprio manual em versão digital, é possível proceder à visualização de vídeos, de mapas, de gráficos, de exercícios, etc.

Quando apresentamos vídeos à turma, destes devem ser acompanhados por uma ficha para os alunos preencherem sobre esse mesmo vídeo, para que os alunos estejam atentos durante a visualização do mesmo e consigam captar os momentos essenciais.

O tempo é fundamental na planificação de qualquer aula, pois permite que haja uma ordem cronológica controlada em cada ação e fase da aula. Este tempo estipulado, pode nem sempre, corresponder depois à realidade, pois basta demorar mais um pouco a acalmar os alunos no início da aula ou a demorar mais tempo a explicar uma parte da matéria onde os alunos tenham mais dúvidas, o que faz com que a cronologia que demos inicialmente não corresponda ao que realmente acontece. Cada professor, independentemente da sua experiência, deve ser alguma sensibilidade para perceber quanto tempo demorará, por exemplo, a realizar o sumário, a (efetuar) a chamada, a apresentar a matéria, etc. O controlo do tempo permite que haja um melhor desenvolvimento da aprendizagem.

Por fim, mas não menos importante, a avaliação. A avaliação deve estar presente para que o professor possa ter, nem que seja, um feedback da situação de cada aluno em termos da matéria em que se encontram.

Deixo agora em baixo uma planificação já preenchida, de modo que tenham a noção de como é:

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Por fim, como habitual, deixo o sumário desta sessão:

  • As perguntas devem ser abertas, e na sua reformulação, serem fechadas;
  • Há uma divisão mental do quadro, ficando à esquerda os registos mais importantes;
  • A importância do documento escrito na sociedade e na sala de aula;
  • Os objetivos da planificação são feitos em função dos alunos;
  • Realização da planificação de uma aula em grupo.

 

Até à próxima!! 

 

Estágio nas Escolas; Perguntas dirigidas à turma e perguntas dirigidas aos alunos

15.03.22 | Patrícia Anjos

Olá a todos novamente!!

Nesta sessão de Iniciação à Prática Profissional I, abordámos diversos assuntos. 

Primeiramente, começámos, um por um, a dizer ao professor em que estado é que se encontra a nossa situação em relação ao estágio profissional. No meu caso, já tenho tudo encaminhado, já falei com as professoras de ambas as escolas e já tenho as aulas todas combinadas, assim como a matéria que darei aos alunos, tanto do 7º como do 11º ano. 

Depois, surgiu uma dúvida realizada pelo professor a todos nós, ainda relacionada com a ficha que estivemos a elaborar na sessão anterior. O professor questionou-nos se as fichas que entregamos aos alunos, devem estar assinadas (no fim, por exemplo) ou não? Ou seja, se os documentos que produzimos e entregamos aos alunos devem estar assinados com o nosso nome? Deve ser assinado devido aos seguintes pontos:

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A seguir, entrámos noutro assunto muito importantes para nós que estamos agora a começar a estagiar. Com o estágio, no fim, temos ainda de elaborar o relatório de estágio. Para ser realizado com sucesso, devemos ter em conta certos fatores:

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Terminado este tema, por agora, passámos para uma parte mais prática. Como devemos fazer as perguntas na sala de aula? À turma? A um aluno em específico? A um grupo de alunos? Vamos saber os diversos casos onde isto acontece.

Por um lado, é bom fazer perguntas dirigidas à turma, pois:

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Por outro lado, é bom efetuar as perguntas a alunos específicos, pois:

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Por fim, mas não menos importante, fica o registo do sumário desta sessão de IPP1:

  • Ponto de situação do trabalho nas escolas;
  • No relatório de IPP1 não esquecer o projeto educativo;
  • As perguntas dirigidas à turma são menos intimidatórias;
  • As dirigidas aos alunos permitem mobilizar os alunos menos participativos.

 

Até breve!! 

2ª Sessão de IPP1 - O que fazer e não fazer numa aula?

09.03.22 | Patrícia Anjos

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Olá a todos novamente!

Hoje falarei sobre a segunda aula de IPP1 que se baseou essencialmente na resolução de uma ficha, sobre como devemos agir com os alunos numa aula.

Ainda antes dessa ficha, ainda abordámos um pouco o que foi falado no III encontro nacional de mestrados em ensino de geografia (podem ver mais sobre este encontro no meu post anterior), assim como se encontra a situação do nosso estágio profissional. À data desta aula, eu e as minhas colegas de estágio, combinámos ir à escola secundária na quarta-feira e à escola básica na quinta. Posso já dizer-vos que na próxima semana (semana de dia 14 a 18) já começarei a assistir às aulas das professoras cooperantes!!! 

Voltando ao conteúdo desenvolvido nesta segunda sessão de iniciação à prática profissional I, o resto da aula (a maior parte dela) foi concentrada na resolução da ficha fornecida pelo professor.

Vou então dizer-vos as questões e depois vou aqui respondê-las e explicar o porquê dessas respostas e não outras.

1 - A utilização do quadro é:

a) menos recomendada do que no passado, pois existem outros recursos alternativos que contêm a informação de base a fornecer aos alunos;

b) recomendado, apesar de existir maior diversidade de recursos.

R: Neste caso, a resposta mais correta é a b). A utilização do quadro, apesar dos inúmeros recursos que atualmente existem, é ainda muito recomendada, pois o quadro:

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2 - O professor está a iniciar o estudo de conceitos de demografia (TN, TM, ...), que define na apresentação que projeta e que já estão definidos no manual escolar do aluno. O professor deverá:

a) mandar os alunos sublinhar os mesmos no manual;

b) escrever os mesmos no quadro.

R: Neste caso, ao um assunto estar escrito no papel (manual por exemplo) e no quadro ao mesmo tempo, faz com que um aluno não se perca em que momento da aula ou da matéria é que nos encontramos. Por outro lado, atualmente, nas escolas públicas, é proibido escrever nos manuais pois estes são emprestados pelo ministério da educação, e ao fim do ano têm de os voltar a entregar no estado em que o receberam.

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À exceção de quem tem possibilidade para os comprar, faz todo o sentido que escrevam ou sublinhem coisas importantes no manual. Dito isto, a opção mais correta é a alínea b), pois neste caso em concreto das taxas de natalidade e mortalidade, o professor deve começar a falar primeiro sobre o conceito das taxas, e só depois, começar a explicar como se processa cada um, como são feitas as contas dessas mesmas, etc.

3 - O professor pede aos alunos que construam uma afirmação sobre o espaço rural, cujo estudo vão agora iniciar. Dê uma sugestão de organização desta atividade.

R: Neste caso, o professor deve tornar clara a atividade aos alunos. Pode, por exemplo, pedir aos alunos para comentarem uma foto relacionada com o tema em questão, construindo uma frase sobre o que pensam que essa foto é ou o que representa, pois, cada um há de ter a sua opinião e conhecimento geral. Este tipo de atividade em causa pode ser realizada em pares, pois é uma forma de todos participarem e ficarem mais motivados. Num "mundo ideal", todos os pares deviam ter a oportunidade de responder na aula, no entanto, torna-se complicado tanto pelo tempo disponível, como pelas ideias repetidas que poderiam surgir no meio de tantos grupos. Por isso, o mais aconselhável seria escolher aleatoriamente 2 ou 3 pares, retirando as ideias/frases destes pares e escrever no quadro para todos terem acesso, e depois perguntava-se no geral, para os restantes alunos, quem é que também queria apresentar as suas ideias. No fim de todos os que se disponibilizaram contribuírem para esta atividade, são então discutidas todas as ideias entre o professor e os alunos, apresentando a ideia final.

4 - Um professor manda os alunos realizarem uma tarefa (exemplo: responder às questões 1 e 2 do manual, da página 15). Que preocupações deve ter, quando lança esta atividade?

R: Uma das principais preocupações é estipular um limite de tempo para a realização da tarefa em questão. Para facilitar, o professor pode dar tempo a menos para criar alguma pressão aos alunos para realizar o exercício. Outra coisa muito importante, e que por vezes nem sempre é fácil por parte dos professores, é o ficar calado enquanto os alunos realizam a tarefa, de modo que não haja distrações. É fundamental que expliquemos a atividade a ser concretizada, realçando que todos têm de participar. O tempo é considerado terminado quando notamos que a maior parte dos alunos já terminou, pois, se ficarmos à espera que todos os estudantes concluam a tarefa, pode chegar a durar a aula inteira, pois podem por vezes não ter noção do que tempo que já passou. Deve ainda ser escrita a atividade no quadro para que todos possam ter acesso a ela a qualquer momento e devemos nos assegurar que todos têm o manual consigo.

5 - O professor apresenta um vídeo sobre a situação vivida num local. De seguida, vai apresentar um segundo vídeo, sobre as transformações ocorridas nesse local. O que deve dizer quando passa de um vídeo para o outro?

R: Depois da visualização do vídeo, o professor deve fazer aos alunos questões sobre esse mesmo assunto. Uma das coisas que até podemos fazer para cativar a atenção dos alunos, é fazer um kahoot com perguntas sobre esse mesmo vídeo. Por fim, não podemos passar para outro vídeo sem explorar devidamente o primeiro.

6 - Um professor passa imagens da cidade de Lisboa a alunos que vivem na Área Metropolitana. Como algumas imagens serão dificilmente reconhecíveis, pelo menos para alguns alunos, deverá:

a) Perguntar aos alunos a que respeitam as mesmas. Se não responderem, identificarem as mesmas;

b) Criar uma chave binária de identificação das respostas, de forma a ajudar os alunos a identificarem as respostas;

c) Identificar as mesmas, pois a maioria das mesmas não serão conhecidas por vários dos alunos.

R: A opção mais correta relativamente a esta situação é a alínea b). A utilização de uma chave binária pode ser uma boa opção, pois é uma atividade apoiada, onde todos podem tentar responder sem terem medo de errar. É mais enriquecedor, pois todos aprendem ao mesmo ritmo, sendo que os que normalmente não costumam responder, têm também a possibilidade de fazer isso. Não há discrepância entre os alunos, pois com 2 opções de resposta, torna-se um caminho mais fácil para todos os alunos obterem o sucesso. Este responder apoiado, sempre é melhor que os alunos simplesmente não responderem a nada, sendo esta opção até motivadora para os alunos.

7 - Um professor pergunta a um aluno: Na troposfera, como varia a temperatura com a altitude? O aluno nada responde. O que fazer?

R: O professor deve dar um exemplo concreto e o mais simples possível. Por exemplo: "Se chegarmos ao cimo de uma serra, vai estar mais quente ou mais frio?". Temos, enquanto professores, tentar adaptar as questões/matérias à realidade. Devemos, de certa forma, reformular a pergunta para ser o mais fácil possível para os alunos compreenderem.

ou

Podemos fazer essa mesma pergunta, mas a outro aluno, como, por exemplo: "Quem é que quer ajudar o colega?", fazendo com que sejamos delicados na transição de um aluno para o outro.

8 - A turma está toda, quase toda, a fazer barulho. O professor deve criticar o facto de:

a) Muitos alunos estarem a fazer barulho;

b) Estarem todos a fazer barulho.

R: A resposta é a alínea a). Não devemos "ralhar" com toda a turma, pois assim corremos o risco que os alunos todos se virem contra nós, mesmo os que se estavam a comportar bem e calados.

Sumário: A gestão da aula. A aula vai sendo construída também no quadro. Ao fazer a pergunta, o professor deve dar tempo de resposta ao aluno. Quando o aluno não responde, a pergunta deve ser simplificada ou fechada.

Até à próxima!! Volto muito em breve!! 

III Encontro Nacional dos Mestrados em Ensino de Geografia - 2022

08.03.22 | Patrícia Anjos

Boa tarde!!

Foi neste sábado, dia 5 de março, que aconteceu o III Encontro Nacional dos Mestrados em Ensino de Geografia, no IGOT.

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Infelizmente, por motivos de força maior, não consegui estar presente na parte da manhã, mas à tarde, assim que foi possível, aderi a este encontro de forma online.

A parte da tarde deste encontro, começou com a Ana Marçal, do Centro de Informações Urbana de Lisboa (CIUL) a apresentar-nos um vídeo, basicamente sobre a origem de Lisboa, sobre o seu desenvolvimento até à Lisboa que conhecemos nos dias de hoje.

Depois do visionamento deste vídeo, o arquiteto Paulo Pais, da Câmara Municipal de Lisboa, efetuou um breve resumo do filme, realçando as partes mais importantes deste, assim como retirou dúvidas de algumas pessoas.

A seguinte parte deste encontro nacional, disse respeito a um tema: "A Geografia lá de casa", onde foram presenciados testemunhos de vários alunos de cada uma das faculdades aderentes.

Primeiro, foi a vez da Universidade de Coimbra, onde as alunas Mónica e Juliana, partilharam alguns momentos das suas vidas onde a geografia esteve presente. Para a Mónica, o mestrado de ensino em geografia começou por ser uma experiência, pois já possuía o mestrado em geografia humana, no entanto, tem gostado desta nova experiência, do contacto direto com os alunos na sala de aula. A Juliana, no que lhe concerne, partilhou que desde cedo brincava a ser professora, pois como a sua mãe também era professora, foi uma profissão que esteve sempre presente na sua vida. Sendo brasileira, esta profissão no Brasil exige muito garra, é uma profissão complicada. A aceitação da família pela educação geográfica foi fácil, no entanto, quando teve de se afastar 2000 km para estudar (São Paulo — Baía), os pais sentiram muito a sua falta, mas não se arrepende, pois, foi uma experiência muito enriquecedora que aumentou a sua paixão pela geografia. Há cerca de 4 anos, veio para Portugal, onde se encontra atualmente a fazer a profissionalização para a carreira de docente em geografia.

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Seguiu-se a universidade coordenadora do encontro deste ano, o IGOT, onde houve a participação dos meus colegas, da Jesilene do 2º ano, e do Tiago Fernandes do 1º ano. A Jesilene começou por contar-nos o que é a geografia para cada um dos seus filhos, mostrando que esta noção não é igual para todas as pessoas. Para ela, a geografia envolve curiosidade, cidadania, sendo uma disciplina lúdica e descentrada. Ainda segundo Jesilene, não devemos transformar os alunos em "minigeógrafos", mas sim transmitir o conhecimento geográfico. Para o meu colega Tiago, o tema geografia sempre esteve presente na sua casa, sempre foi a disciplina mais "fácil" para trocar ideias com os pais e com a irmã. Sempre acreditou que a profissão de professor é nobre, sendo-lhe a decisão de entrar neste mestrado a sua melhor opção e não se arrepende do seu percurso até aqui.

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A seguir, foi a vez do Alexandre e do Miguel, da Nova, partilharem connosco as suas opiniões. O Alexandre não fala sobre geografia só com os seus pais, mas sim também com os seus amigos, em que para eles, a geografia passa maioritariamente pela geografia política, sendo um assunto que não é muito abordado nas nossas licenciaturas em geografia. Para o Alexandre tem sido bom perceber como a geografia tem evoluído nos últimos anos, acrescentando até mais matéria. Relativamente ao Miguel, ele julga ser importante entendermos a importância da disciplina de geografia, pois nem todos os que nos rodeiam compreendem a sua grandeza. Realça ainda, que nós, enquanto alunos e professores, devemos enquadrar a geografia onde esta merece, um lugar importante, de destaque.

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Por fim, mas não menos importante, foi a vez da participação da Universidade do Porto, que contou com a presença de 3 alunos. Para a Ana Pereira, a geografia sempre foi um ponto assente na sua vida. A geografia sempre esteve presente na sua vida, através das viagens que os seus avós realizavam, partilhando mais tarde com ela todos os sítios por onde passavam e as diversas histórias que tinham de cada sítio que visitavam. A geografia é a sua segunda casa. Já em relação ao Bruno Ribeiro, a alma de geógrafo acabou por aparecer por tudo o que o rodeava, através dos rios, do mar, do relevo, do clima, etc. Mesmo em casa, a geografia esteve sempre presente, quer nos documentários que a sua mãe tentava mostrar-lhe, assim como nos pequenos passeios que fazia com o seu pai na natureza. Por fim, a Celmira Correia, realça que o seu avô fora professor, mas que esta não era a única paixão que o avô tinha, pois, também gostava muito de viajar. Quando voltava dessas viagens pelo mundo, trazia sempre fotografias escritas por si no verso a contar a história por detrás dessa imagem, adoçando cada vez mais a sua admiração pela geografia.

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Terminando a partilha dos vários alunos e ex-alunos das variadas universidades, foi realizado um pequeno intervalo de meia hora. Às 17h, começou então a palestra do Professor Herculano Cachinho, intitulada: “Educação geográfica poderosa: conhecimento, conceitos liminares e aprendizagens transformadoras”. 

Nesta palestra, o professor Herculano achou relevante partilhar a diferença entre Geografia com Poder e Geografia sem Poder. Isto, pois se a geografia desaparecesse, nós sentíamos isso na nova vida quotidiana. A geografia muda as pessoas. Tal como não conseguem viver sem o português e a matemática, também se dá o caso da geografia. Os geógrafos percebem a sua importância, no entanto, as pessoas ao redor, nem sempre conseguem ter essa perceção. 

Segundo ainda o professor, o conhecimento não tem gavetas, e, por isso mesmo, a geografia não consegue viver sem várias áreas que a complementam.

Foi também salientada a importância das aprendizagens transformadoras, onde só existe aprendizagem, se ela transformar as pessoas.

Por fim, no fim do encontro, um aluno de cada instituição fez uma despedida, e o "globo" foi passado à universidade que irá, para o próximo ano, organizar este encontro de mestrados em geografia.

Espero não me ter alongado muito, e que tenham gostado desta partilha, sobre este encontro que me enriqueceu muito através de todas as partilhas que foram feitas, tanto pelos alunos, como pelos professores.

Até à próxima!!!